Coisa de Jovem?

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Quem acha que freqüentar academia é coisa apenas de gente jovem está enganado. Nos últimos anos, o número de freqüentadores com mais de 40 anos aumentou consideravelmente, mas o que vem chamando atenção é a presença da terceira idade. Idosos com mais de 60 anos estão cada vez mais dividindo os espaços das salas de musculação com os jovens sarados e musculosos, mas com objetivos diferentes. De maneira geral, os idosos procuram as academias para melhorar a qualidade de vida e aumentar a longevidade, além de ajudar no controle de doenças cardiovasculares, diabetes e artrite.

Uma pesquisa da Universidade de Washington publicada na revista “Journalof Sports Science and Medicine”, comprova os efeitos da musculação sobre a dor crônica, problema que comumente afeta os idos, pois com o avançar da idade aumentar a incidência de problemas que causam dor, especialmente os ortopédicos, como artroses e doenças degenerativas dos ossos. Estatísticas já publicadas revelam que mais da metade das pessoas acima de 60 anos sofrem algum tipo de dor persistente. Além da dor, os idosos apresentam perda da força muscular, que diminui a mobilidade e prejudica o equilíbrio, facilitando a ocorrência de quedas.

A combinação de exercícios aeróbicos alinhados com os anaeróbicos colabora para combater a obesidade, melhoram a capacidade aeróbica e ajudam a reduzir, e, em alguns casos, a recuperar, a perda de massa óssea, combatendo assim a osteoporose. Além disso, está comprovado cientificamente que a atividade física regular ajuda bastante os idosos a terem independência por mais tempo. Ou seja, eles conseguem manter com mais facilidade sem ajuda de terceiros. Outras vantagens importantes são a elevação da auto-estima e a melhora da depressão, problemas que atingem boa parte da população idosa.

Vale destacar que qualquer atividade física deve ser recomendada por um médico e ter o acompanhamento de um profissional qualificado. Caso contrário, em vez de ajudar pode criar um novo problema, às vezes irreversível.

Treinamento


Alguns detalhes importantes na hora do planejamento do treinamento de força para essa faixa etária não podem ficar sem a devida atenção:

• Avaliação física e médica;
• Identificar todos os fatores de risco;
• No caso de patologias, direcionar o treino com uma prescrição segura e inteligente;
• Sempre incluir aquecimento, alongamento e volta à calma;
• Enfatizar a fase de adaptação;
• Estimular a fadiga;
• Um número razoável seria de 6 a 9 séries diárias;
• Utilizar um aumento progressivo de carga;
• Controlar o intervalo entre as séries e o tempo de recuperação;
• Respeitar os princípios do treinamento de força;
• Fazer uso de pesos livres para estimular a coordenação e equilíbrio.

FONTE: IPAJM