Mercado eleva sensivelmente projeção para o crescimento econômico deste ano

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PIB
A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 ficou em 0,21%, elevação de 0,01% em relação ao divulgado na semana passada (0,20%). Para 2015, a projeção manteve-se estável, em 0,80%.

O Banco Central (BC) divulgou hoje o IBC-Br – Índice de Atividade Econômica do Banco Central*, revelando que a economia brasileira cresceu em setembro 0,40%. No mês de agosto, também houve alta, de 0,20%. No acumulado dos últimos 12 meses, o avanço foi de 0,60%.

Inflação
Para a inflação, a expectativa também foi ajustada. Os economistas consultados pelo Banco Central estimam que a inflação oficial do governo, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) termine o ano em 6,40%, ante 6,39% da semana anterior

Para os que mais acertaram as previsões, os chamados Top 5, a projeção para o IPCA de novembro é de 0,60% e para dezembro a previsão é de que fique em 0,74%.

Para o próximo ano, a expectativa é de que a inflação termine em 6,40%, mesmo nível do último boletim. Os preços administrados também mantiveram as mesmas projeções da semana passada, ficando em 5,30% neste ano e 7,00% no próximo.

Câmbio
Os analistas consultados pelo Banco Central (BC) elevaram suas expectativas para a moeda norte americana, devendo fechar o ano corrente em R$ 2,53 e no próximo R$ 2,61. Na última sexta-feira, o dólar chegou a tocar, na máxima, R$ 2,63, reduzindo parte da alta depois que o BC fez intervenções com swaps cambiais, fazendo a moeda fechar abaixo dos R$ 2,60.

Para o economista chefe da NGO Corretora, Sidnei Nehme, a intervenção do BC sinaliza que a moeda norte-americana acarreta desconforto acima de R$ 2,60.  Por isso, precisou alterar o seu processo de rolagem da posição de US$ 9,83 Bi de contratos de swap cambial vincendo na virada do mês.
Para ele, “É uma tentativa de conter a pressão de apreciação do preço da moeda americana e, mais do que isto, sinalizar que acima de R$ 2,60 não há consentimento por parte do BC”.

Juros
Os economistas consultados mantiveram as previsões para a taxa Selic em 2014, ficando em 11,50% ao ano. Para 2015, a projeção também ficou inalterada, em 12,00% ao ano.

 

* O IBC-Br é um indicador do Banco Central que busca antecipar o que ocorre com o nível de atividade no Brasil, representado sobremaneira pelo PIB trimestral.