Feriado Municipal Domingos José Martins – 12 de junho

0
17

Em virtude do feriado municipal em comemoração ao dia de Domingos José Martins, mártir itapemirinense, nesta sexta-feira, dia 12 de junho, não haverá expediente no IPREVITA. O atendimento será retomado na segunda-feira, dia 15, em seu horário normal, das 09h às 16 horas.

Domingos José Martins, nasceu no dia 9 de maio de 1781 na Fazenda Caxangá, em Itapemirim, onde hoje se localiza o município de Marataízes. Filho do militar Joaquim José Martins e de Joana Luiza de Santa Clara Martins, que tiveram mais sete filhos. Casou-se com Maria Teodora da Costa poucos dias antes de seu fuzilamento.

O capitão comandava o “Quartel” de estrada, criado em 1810, em frente à Ilha das Andorinhas na localidade (praia) de Boa Vista do sul, ali localizado para fiscalizar e impedir o desembarque clandestino de africanos. O quartel também servia de apoio e proteção aos viajantes dos ataques dos índios Botocudos e Puris.

Domingos José Martins liderou a chamada Revolução Pernambucana, também conhecida como Revolução dos Padres, que foi um movimento emancipacionista que eclodiu em 6 de março de 1817, na então Capitania de Pernambuco, no nordeste do Brasil. Dentre as suas causas, destacam-se a crise econômica regional, o absolutismo monárquico português e a influência das ideias Iluministas propagadas pelas sociedades maçônicas. Foi o único movimento separatista do período colonial que ultrapassou a fase conspiratória e atingiu o processo revolucionário de tomada do poder.

A Revolução liderada por Domingos Martins foi o maior movimento autonomista de inspiração republicana do Brasil, ocupando um lugar de honra na história. Tanto que, para muitos historiadores, a Inconfidência Mineira, que não passou da fase da conspiração, perde em importância, abrangência e conteúdo para o referido movimento, que tinha como meta fazer da colônia brasileira um novo país, com ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, preceitos éticos e valores morais para todos os seus cidadãos.

Derrotado, foi preso e enviado à Bahia, sendo fuzilado em 12 de junho de 1817, no Campo da Pólvora, hoje conhecido como Campo dos Mártires.